Celular, computador, televisão. A todo momento, um grande volume de informações circula nas redes sociais e nos aplicativos de mensagem. O problema é que muitas dessas informações são falsas e acabam sendo compartilhadas sem verificação. O estudante Pedro Morais já foi impactado diretamente por uma fake news que se espalhou nas redes sociais. (Pedro Morais) “Um caso que me marcou bastante foi de um guitarrista que eu acompanho, o Fredison Becker.
Em 2012, ele precisou fazer até um documentário para dizer que não estava morto. De tanta fake news que foi disseminada, disseram que ele tinha sofrido um acidente e morrido.” No Senado, o enfrentamento à desinformação é feito por meio do Senado Verifica, um serviço que checa conteúdos relacionados à atividade legislativa e orienta o cidadão a identificar notícias falsas.
Com as eleições de 2026 se aproximando, o serviço já se prepara para um aumento na demanda, especialmente por causa do uso de inteligência artificial e da disseminação de vídeos e áudios manipulados. Para a chefe do serviço, Sara Reis, a desinformação em períodos eleitorais começa antes mesmo do ano da votação e se espalha, principalmente, por aplicativos de mensagem. Segundo ela, muitos pedidos de checagem chegam a partir de conteúdos compartilhados repetidas vezes, o que exige atenção redobrada do cidadão.
(Sara Reis) A gente recebeu muitas dúvidas aí, especialmente por aplicativos de mensagem, né? E é por ali que as mensagens chegam, especialmente aquelas encaminhadas com mais frequência. Então esse é um primeiro alerta. É muito importante a gente já parar um pouquinho, respirar e conseguir aí É checar, ir lá verificar, vai num site de buscas, vai numa agência de notícias que você gosta de ler as notícias.
O serviço Senado Verifica foi criado em 2020. Somente em 2025, o canal atendeu a mais de mil e quinhentas pessoas, quase o dobro do registrado no ano anterior.
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